ATENÇÃO ENFERMEIROS DA SAÚDE INDÍGENA: Sesai e OSS's responsáveis pela gestão dos Distritos Indígenas tentam diminuir o trabalho da enfermagem
O Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Pará vem por meio desta nota repudiar a constante atitude da União, por meio da Secretaria de Saúde Indígena e das Organizações Sociais de Saúde (OSS's) Intituto Ovídio Machado (IOM), Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), Sabará e SPDM, de diminuir e desvalorizar o trabalho dos enfermeiros.

Como se não bastasse a concessão de um reajuste salarial irrisório no biênio 2020/2021, no percentual de 1,23%, ocasionado, principalmente, pela confusa atuação do Instituto Ovídio Machado, para o ano de 2021/2022, a história de repete: aos argumentos de que o salário dos enfermeiros é alto demais e muito acima do que é concedido nacionalmente à categoria, a Sesai impôs o percentual de reajuste de 1,5%, o que foi acordado pelas OSS's IOM, Sabará e SPDM. Em relação ao HMTJ, ainda não houve a elaboração do plano de trabalho.

Ora, desde que a SPDM assumiu a gestão dos Distritos Indígenas, o salário estipulado à categoria, inclusive mediante intermediação do sindicato, objetivou remunerar de forma adequada o serviço especializado prestado pelo enfermeiro da saúde indígena. Durante muitos anos, quando a gestão era realizada unicamente com a SPDM, as partes usualmente aplicavam o índice acumulado do INPC.

Agora, com as novas OSS's, principalmente com o IOM, alega-se que os enfermeiros recebem demais, que o salário está em desconformidade com a realidade nacional. A alegação, reitera-se, é principalmente exposta pela OSS IOM, a qual, como se não bastasse a redução unilateral do salarial, tenta constantemente diminuir o trabalho dos enfermeiros.

Acrescente-se que, conforme publicação do IBGE, o INPC acumulado no período da data-base da categoria corresponde ao percentual de 7,49%, mostrando-se o percentual de 1,5% proposto pela Sesai e OSS's, no mínimo, risível.

Dessa forma, o Senpa torna pública essa nota de repudio e convoca a categoria para se mobilizar diante não só da reprovável atitude da Sesai e das OSS's acima exposta, mas também, diante das péssimas condições de trabalho a que a categoria está sujeita, com ausência de água potável nas aldeias, cesta básica irrisória, ausência de pagamento do adicional noturno e de insalubridade nas aldeias, barcos furados, má alimentação, fornecimento inadequado de EPIs, a exemplo dos repelentes, etc.

Se necessário, o Senpa acionará a categoria para a definição de um estado de greve, pois, talvez, somente assim a Sesai e as OSS's tomem conhecimento da importância do trabalho dos enfermeiros.

Para mais informações, entre em contato pelo número (91) 98890-0590 (WhatsApp da Presidente).

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